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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O Turno da Noite - André Vianco

01- Os Filhos de Sétimo


O 'Turno da noite' surgiu para agitar o submundo. Quatro vampiros recém-trazidos para a vida noturna são atraídos por um vampiro ancião que vive em São Paulo. Ignácio oferece proteção e ensinamentos para os novatos em troca de suas habilidades para lutar contra o crime organizado. Uma mistura explosiva que vai sacudir a cidade e mergulhar o leitor em suspense, ação e mistério. Vampiros, lobisomens e anjos se misturam num conflito em que não sabemos ao certo quem é herói e quem é bandido. Compre seu bilhete, tome seu lugar, o 'Turno da noite' vai zarpar para uma viagem inesquecível.




02 - Revelações


Acho que agora é a vez da hisrória de Calíope, a negra nascida no dia dexessete de outubro de 1830. Minha mãe, que a borbo do navio acabara de dar a luz e gemia de febres e dores, foi a única negra a ter autorização para regressar a Salvador... - Calíope baixou a vox neste instante. - Talvez seja a marca de minha perdição esse regresso. Diz minha mãe que voltamos num barco a remo, impulsionadas por quatorze braços fortes de escravos e que meus olhinhos ficaram no céu azul escuro, salpicado de estrelas que anunciavam a chegada da noite de minha natalidade. Sou filha do mar, do balanço das águas e do murmúrio da brisa do crepúsculo. Minha mãe disse que olhei tanto para as estrelas enquanto fazíamos a travessia para o porto, que meus olhos ficaram assim, aguados e cheios de luz. - a vampira fez pansa, escutando a voz da mãe em sua cabeça, repetindo tantas vezes a sentença quanto durou sua efêmera vida.




03 - O Livro de Jó


Raul, capturado por aquele momento mágico, de soberba e alegria por ter dado fim num tão falado guardião de Jó, hipnotizado por aquele ritual sombrio e inescapável a qualquer ser vivente que era o desenlace do mundo vivo para a escuridão, acocorou-se perto do réptil, anfíbio, guardião do raio que o parta e, inebriado, ficou a absorver aquela sensação. A morte deveria estar ali, bem ao lado da criatura, descendo seus dedos esqueléticos, igual para humanos, igual para guardiões, igual para tartarugas, joaninhas e pelicanos. Ela, com o rosto de caveira, desprovida de carne, parecendo sempre a rir e zombar dos viventes, tocaria no animal moribundo e engoliria sua alma, para cuspi-la no Aqueronte.





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